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SEGUNDA ETAPA - Do Espaço Cósmico à Nova Realidade
A imensidade do cosmos, cujas dimensões são expressas por grandezas colossais, assusta as pessoas, generalizando a noção de que o universo é grande demais para ser apreciado pela limitada percepção do ser humano. Isto é falso. Uma das características mais surpreendentes da astronomia é sua capacidade de avaliar com razoável precisão as distâncias e as grandezas cósmicas. E o que é mensurável é também concebível.
Nesta viagem pelo universo mostra-se que é possível criar imagens mentais bastante aproximadas dos objetos que povoam nosso Sistema Solar e nossa galáxia, e até dos conteúdos cósmicos mais distantes. Usando-se o recurso de imaginar modelos visuais em escala torna-se possível fazer uma idéia plenamente satisfatória, não só do tamanho e das distâncias de planetas e estrelas como também das galáxias mais remotas, quasares e outros conteúdos do universo.
Ao final da viagem, a impressão que ficará não será a de nossa insignificante pequenez, diante da vastidão cósmica. Muito pelo contrário, o que será evidenciado e, de certa forma, demonstrado, é o sentimento maravilhoso da grandeza imensurável do espírito humano.
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A civilização greco-romana judaico-cristã ocidental, hoje dominante em quase todo o planeta Terra, repousa sobre bases científico-filosóficas originárias da Grécia Antiga. Embora haja um consenso de que isto seja verdadeiro, nem sempre os pressupostos metafísicos de raízes gregas que adotamos são explicitados, mesmo porque prevalece também uma percepção de que a realidade objetiva corresponde a essas suposições, ou seja, de que "as coisas são assim mesmo".
Isto funcionou até o esgotamento do modelo científico materialista, que predominou até o final do século vinte. Todavia, a crise epistemológica surgida na ciência a partir das perplexidades quânticas, ao lado da evidência crescente de que os fenômenos psicológicos não se ajustavam àquele modelo, levaram ao questionamento dessas bases metafísicas e à proposição de um modelo alternativo, fora dos pressupostos filosóficos originários da Grécia.
Assim, neste início de milênio, a revolução trazida pelo novo paradigma subverte a noção do que seja conhecimento e a própria idéia de realidade objetiva com que convivemos, ao longo dos muitos séculos em que nos habituamos à herança grega.
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Paira no ar do Simpósio um clima de descontração e afetividade que aproxima as pessoas numa atmosfera de sinceridade e harmonia. A cada dia que passa, o teor das conferências vai ficando mais ousado e temas que usualmente não são abordados vêm á tona com crescente liberdade, mostrando que os palestrantes parecem estar abandonando seus pudores acadêmicos, suas hierarquias e suas formalidades. A competição cede lugar à colaboração, emergindo dessa nova atitude uma visão crítica do modo usual de se fazer ciência nas universidades e laboratórios privados.
Prefigura-se uma nova ética, em que o desprendimento do egocentrismo aparece como uma característica do sábio: aquele que não tem receio de estudar o que bem lhe aprouver, sem se restringir às imposições do paradigma. A teoria da consistência relacional é aqui apresentada de forma clara, como uma interpretação dos paradoxos quânticos que incorpora a face imaginária da totalidade, ao reconhecer cientificamente o mundo subjetivo da psique humana como uma parte legítima da totalidade cósmica.
Assim, a noção de realidade objetiva transmuta-se numa realidade mista, intersubjetiva.
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Última revisão: fevereiro 07, 2008.