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PRIMEIRA ETAPA - Do Não-tempo ao Tempo 3D
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Ao longo da história da matemática muitos têm sido os tipos de números criados -- ou descobertos -- além dos chamados números naturais. Números negativos, fracionários, vetoriais, imaginários, transcendentes e outros têm surgido como resultado de operações específicas e incorporados ao acervo dos recursos disponíveis para realizar todo tipo de cálculos.
Embora para os matemáticos "números sejam apenas números", observa-se que cada um desses tipos ajusta-se melhor à descrição de um determinado âmbito, ou segmento do ser. Os números imaginários descrevem melhor a face subjetiva, psíquica ou "não real" da totalidade cósmica. Aplicando-se o recurso da potenciação às diversas unidades -- real positiva, real negativa, imaginária positiva e imaginária negativa -- pode-se observar, no mundo abstrato dos símbolos matemáticos, a gênese de todos os conceitos elementares indispensáveis ao processo da Criação, sem os quais o Uno, transcendental e indiferenciado na sua plenitude suprema, nada poderia ter criado.
Aqui se evidencia que o processo da cosmogênese teve seu início no reino abstrato das entidades, símbolos e operações matamáticas.
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Todas as culturas têm seu fundamento metafísico nos mitos de origem, que lhes dão sentido e buscam explicar o porquê das coisas. O mito de origem da civilização contemporânea é a teoria científica do big bang, que narra o surgimento do universo físicoa partir de uma titânica explosão primordial que teria dado origem a tudo que existe. Apesar de ainda conter importantes lacunas e suscitar muitas controvérsias, a evolução do universo, das galáxias, das estrelas e do nosso Sistema Solar tem sido explicada a partir desse constructo teórico, que se apoia em evidências experimentais.
Entretanto, o porquê da fragmentação do universo primevo em galáxias e o aparecimento da vida são enigmas que ainda não estão resolvidos. Sobre a origem da vida, contudo, fatos novos surgidos nos últimos anos vêm alterando substancialmente a visão que se tinha do universo no século vinte, trazendo uma imagem bem mais amigável das relações do ser humanocom o cosmos.
Mas as ações que temos praticado, enquanto espécie dominante do planeta Terra, não correspondem a um comportamento responsável, aos olhos da comunidade galáctica.
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Em muitos setores da investigação científica contemporânea cresce um consenso de que o espaço-tempo quadridimensional, que constitui a moldura standard da física atual, não comporta nem permite compreender todos os fenômenos observados pela ciência. Não apenas os fenômenos psicológicos chamados de paranormais permanecem inexplicáveis, dentro desse quadro dimensional, como também os próprios experimentos da física quântica têm conduzido a paradoxos insolúveis, se o tempo continuar sendo considerado como um fluxo linear, unidimensional e irreversível.
Aqui se propõe uma moldura hexadimensional capaz de abrigar as propostas mais ousadas da física, da biologia e da psicologia surgidas na segunda metade do século vinte. Paralelamente, investiga-se a força do paradigma newtoniano-cartesiano e do materialismo mecanicista como obstáculos para que muitos experimentos de grandes cientistas fossem corretamente interpretados, até mesmo por eles próprios.
A rejeição da face subjetiva da totalidade levou a ciência do século vinte a um impasse, mas ela é a chave que abre as portas para a nova ciência do terceiro milênio.
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